115 anos da Sociedade Nacional de Belas Artes



A Sociedade Nacional de Belas-Artes  acabou de fazer 115 anos,  e desde 1913 que ocupa o belo edifício na Rua Barata Salgueiro de autoria do arquiteto Álvaro Machado. Nascida da fusão da Sociedade Promotora e do Grémio Artístico, no seio do naturalismo, e tendo como símbolo a Vénus de Milo, e objetivo, a construção de sede própria,  sempre pugnou  democraticamente pela defesa da arte e dos artistas, promovendo o ensino artístico, realizando exposições e outras iniciativas, e colaborando com outras instituições culturais.Ao longo destes mais de cem anos  esta associação de artistas foi também palco de lutas importantes nos cruzamentos da arte com a política, mas nunca se deixou intimidar, e tem sabido permanecer como  um pilar fundamental no meio artístico nacional.

Por ela passaram pintores, escultores,  arquitetos, designers, assim como, historiadores e críticos de arte que foram relevantes no panorama nacional. A própria história da arte  contemporânea passa pela história da Sociedade, e do mesmo modo que  as  obras "Fado "(já tinha sido mostrado no Porto) de Malhoa,   "Almoço do Trolha" de Pomar,  ou "Jaz morto e arrefece o menino de sua mãe " de Clara Menéres, foram apresentadas  pela primeira vez no Salão, também muitos artistas emergentes se estrearam  na Galeria de Arte Moderna, como Paula Rego ou o grupo "KWY". O sonho da geração de Malhoa que em 1901 foi o seu primeiro presidente, tornou-se  realidade, saibamos todos nós, dar-lhe continuidade nos desafios do presente para festejarmos o que  o futuro porá a descoberto.

 

Professora Doutora Cristina de Azevedo Tavares
Presidente da Direção da SNBA