Exposição

Lanzarote, a Janela de Saramago

13 Dez 2022 -
 14 Jan 2022

Exposição fotográfica de João Francisco Vilhena sobre a relação entre o Nobel da Literatura e a ilha de Lanzarote, que escolheu para viver.

“Lanzarote, a janela de Saramago” é um diário/caderno de notas sobre o olhar sensorial e apaixonado do escritor, visto e filtrado pelo olhar de um fotógrafo, que em 1998 esteve em Lanzarote para o retratar, e que 15 anos depois regressou para capturar novas imagens e captar o que aquela terra, no meio do oceano, representou para o único prémio Nobel de Literatura da língua portuguesa.

Nos seus diários sobre Lanzarote, em entrevistas e conferências Saramago confessou o seu amor pela ilha, e confessou um regresso imaginário aos lugares da infância perdida: Será Lanzarote a minha Azinhaga (sua aldeia natal) recuperada? Questionou-se. Em Lanzarote um novo homem revela-se e é revelado. “E o que encontro é alguém (eu próprio) que tendo vivido toda a sua vida de portas fechadas e trancadas, as abre agora, impelido, sobretudo, pela força de um descoberto amor dos outros…”, escreve. E acrescenta: “Quantas maneiras haverá de ser feliz? Começo a crer que as conheço a todas.”

É essa atmosfera que João Francisco Vilhena retrata e apresenta no seu trabalho. A tranquilidade, refletida nas palavras, a influência da paisagem, a luz e as nuvens, o mar e o silêncio, a temperatura das cores, tudo isso influenciou a escrita e a vida de Saramago, como ele mesmo reconheceu. Através das suas fotos João Vilhena procura retratar Lanzarote como uma janela aberta por Saramago, e que ao mesmo tempo abriu-se ao escritor. O lugar e sua paisagem como símbolo de uma nova fase; uma nova literatura, uma nova vida, um momento diferente de criação e do homem.

Este trabalho pretende mostrar o homem (desconhecido) por detrás do escritor (famoso). O fotógrafo leu os Cadernos de Lanzarote, nas palavras de Saramago: “Ninguém escreve um diário para dizer quem é. Por outras palavras, um diário é um romance com uma só personagem”

A exposição é um ensaio sobre o tempo e o lugar, constituída por retratos do escritor feitos em 1998 quando Saramago ganhou o nobel e imagens da ilha realizadas 15 anos mais tarde, onde sentimos a ausência do escritor. A figura humana confronta-se com a paisagem: “o que mais há na terra é paisagem” num diálogo contínuo.

Composta por 14 fotografias, esta exposição foi apresentada em Espanha e na América Latina e encerra a sua viagem nas comemorações do centenário do escritor no magnifico espaço da SNBA, onde será doada à Fundação José Saramago numa cerimónia que terá lugar no dia 13 de dezembro.

o artista
João Francisco Vilhena

João Francisco Vilhena nasceu em Lisboa no ano de 1965.

 

Colaborou com diversas publicações, revistas e jornais, portuguesas e internacionais. Foi editor

fotográfico e diretor de arte. Foi membro de júri em concursos de fotografia. Trabalha com fotografia, vídeo, palavra e música. Tem realizado diversas exposições em Portugal e no estrangeiro. É autor e coautor de diversos livros. Está representado em diversas coleções publicas e privadas.

 

 

ALGUMAS EXPOSIÇÕES

OUTUBRO DE 2021 Teatro das Imagens: Cruzeiro Seixas a poética do engano, exposição individual, Centro Cultural de Lagos, Lagos.

OUTUBRO DE 2021 Diário das Nuvens: Fotografia e Vídeo, poemas de João Paulo Cotrim, Fólio, Óbidos.

AGOSTO DE 2021 O amor Mata, exposição individual, Casa dos Crivos, Braga.

JULHO DE 2021 Teatro das Imagens: Cruzeiro Seixas a poética do engano, exposição individual, Cisterna, Colégio do Espírito Santo, Universidade de Évora.

JUNHO DE 2021 Portraits inserida na exposição coletiva Lisboa Capital Verde 2020, Sociedade Nacional de Belas-Artes, Lisboa.

DEZEMBRO DE 2020 Teatro das Imagens: Cruzeiro Seixas a poética do engano, exposição individual, Casa da Cultura e Galeria Casa da Avenida, Setúbal.

OUTUBRO DE 2020 Ilustradores Ilustrados- 20 anos depois, exposição individual, Lapso Galeria, Festa da Ilustração, Setúbal.

SETEMBRO DE 2020 O amor Mata, exposição individual e instalação sonora, Cooperativa de Comunicação e Cultura, Torres Vedras.

JANEIRO DE 2019 O amor Mata, exposição individual, Centro Cultural de Lagos, Lagos.

NOVEMBRO DE 2018 A Melancolia das Palavras, edição comemorativa dos 20 anos do Nobel da Literatura, Centro Português de Serigrafia, Lisboa.

NOVEMBRO DE 2017 Persona, exposição individual, Museu da Imagem, Braga.

OUTUBRO DE 2017 Histórias de Pedra, exposição individual, Museu do Côa, Vila Nova de Foz Côa.

NOVEMBRO DE 2016 Lanzarote la ventana de Saramago, exposição individual, Teatro Español de Madrid, Espanha.

OUTUBRO DE 2016 Canárias, a síntese dos elementos, exposição individual, espaço Canárias no Centro Cultural de Belém.

JULHO DE 2016 Mal Branco, exposição individual, Casa dos Crivos, Braga.

MAIO DE 2016 A Melancolia das Sombras, exposição individual, Galeria do CPS no Centro Cultural de Belém.

ABRIL DE 2016 Lanzarote a janela de Saramago, exposição individual, Centro Cultural de Lagos, Lagos.

ABRIL DE 2016 Disclosure, vídeo instalação com ambiência sonora de Pedro Oliveira, Capela de São Martinho, Óbidos.

OUTUBRO DE 2015 Mal Branco, exposição individual, Museu Abílio, Óbidos.

SETEMBRO DE 2015 Lanzarote a janela de Saramago, exposição individual, Centro Cultural Palácio do Egito, Oeiras.

SETEMBRO DE 2015 O amor Mata, exposição individual, Galeria das Salgadeiras, Lisboa.

JUNHO DE 2015 Lanzarote la ventana de Saramago, exposição individual, Centro Cultural de

Espanha, Santiago do Chile, Chile.

JANEIRO DE 2015 Lanzarote la ventana de Saramago, exposição individual, Casa de la Província, Sevilha, Espanha.

NOVEMBRO DE 2014 Lanzarote a janela de Saramago, exposição individual e instalação sonora, Cooperativa de Comunicação e Cultura, Torres Vedras.

JUNHO DE 2014 Lanzarote la finestra de Saramago, exposição individual e instalação sonora, Biblioteca da Sagrada Família, Barcelona, Espanha.

ABRIL DE 2014 Lanzarote la ventana de Saramago, exposição individual, Charco de San Ginés, Arrecife, Lanzarote, Espanha.

FEVEREIRO DE 2013 Polaroides & Poemas: as imagens das palavras, exposição individual, Casa da Cultura, Setúbal.

DEZEMBRO DE 2011 Don’t Ask why, exposição individual, Ler Devagar, LX Factory, Lisboa.

DEZEMBRO DE 2004 Pessoa and Co.- Instalação, Fotografia e Vídeo, exposição individual, Yapi Kredi, Istambul, Turquia.

ABRIL DE 2004 Pessoa Revisited, exposição individual, Irish Writers Center, Dublin, Irlanda.

ABRIL DE 2003 Pessoa em Durban – Fotografia e Vídeo, exposição individual, Casa Fernando Pessoa, Lisboa.

OUTUBRO DE 2002 O quarto de Trotski, exposição individual, Convento de Montemor.

FEVEREIRO DE 2001 Cem Imagens, Cem Legendas, exposição colectiva de fotografia, Museu de Arte Contemporânea, Fundação de Serralves. Exposição exibida em Setembro de 2001 no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

JANEIRO DE 2001 Ilustradores Ilustrados, exposição composta por 25 retratos de ilustradores portugueses, Bedeteca de Lisboa; Biblioteca Almeida Garrett, Porto; Museu Municipal de Estremoz.

NOVEMBRO DE 1998 José Saramago, Uma Voz Contra o Silêncio, por ocasião da cerimónia de entrega do prémio Nobel de Literatura 1998 ao escritor português José Saramago, exposição individual, Grande Hotel de Estocolmo, Suécia.

OUTUBRO DE 1997 Casa de Escritores, exposição individual, Literaturhaus, Frankfurt, Alemanha.

 

ALGUNS LIVROS

2021 Diário das Nuvens com poemas de João Paulo Cotrim, Abysmo.

2017 Silêncio álbum de fotografia e música, Penguin Random House.

2014 Lanzarote a janela de Saramago, álbum de fotografia, Porto Editora.

2011 Inverno, álbum de fotografia e poesia, Edição exclusiva NewHold SGPS.

2004 Jarros, Antúrios e outros Sentidos, edição Egoísta e Casino do Estoril, galardoado com o Apex-Award nos EUA e o Prisma Award em Portugal.

2003 Atlântico, romance fotográfico, em coautoria com Pedro Rosa Mendes, Temas e Debates.

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