Cursos Teóricos

Temas da História da Arte em Portugal

2ª Feira
18h30 - 20h30
Docente
Doutora Margarida Calado
Local
SNBA

Destinatários

Público, de um modo geral, interessado nas artes visuais e na sua relação com a sociedade, a cultura e a história, e que pretenda tanto solidificar conhecimentos como contactar com algumas questões pela primeira vez.

Sobre o curso

INTRODUÇÃO

Historiografia de Arte Portuguesa

I. IDADE MÉDIA

Da Fundação da Nacionalidade ao século XVI

  • Antecedentes: Das origens à presença islâmica em Portugal.

  • Arte românica:

    • As catedrais.
    • O românico monástico-rural.
    • Escultura, iluminura e artes decorativas.
  • Arte gótica:

    • A catedral de Évora na transição do românico para o gótico.
    • As fundações cistercienses. O Mosteiro de Alcobaça.
    • As Ordens Mendicantes e a difusão do gótico em Portugal.
    • A dinastia de Avis. O Mosteiro da Batalha e os edifícios ligados à nova situação política.
    • A escultura gótica.
    • A pintura: Nuno Gonçalves. A oficina de Coimbra. A pintura a fresco.
    • Iluminura, vitral e artes decorativas.
  • O final do século XV e o início do século XVI:

    • D. João II e a vinda de Andrea Sansovino a Portugal.
    • O Manuelino a nível da arquitectura e decoração arquitetónica.
    • A pintura na 1ª metade do século XVI: a presença flamenga e as oficinas ligadas à Corte e de carácter regional.
    • Artes decorativas – Azulejo, iluminura e ourivesaria.

II. RENASCIMENTO E MANEIRISMO

  • Humanismo e Renascimento em Portugal.
  • Francisco de Holanda – arquiteto, teórico e iluminador.
  • A Contra-Reforma e a sua influência na arte portuguesa a nível da arquitetura (igrejas da Companhia de Jesus) e da iconografia.
  • A importância de S. Vicente de Fora como fundação régia.
  • Os retábulos de estilo arquitetónico e a pintura maneirista na 2ª metade do século XVI.

III. BARROCO, ROCOCÓ E POMBALINO

  • Século XVII:

    • A continuidade da arquitetura de tradição maneirista: o estilo chão.
    • A nova decoração arquitetónica: talha e azulejo.
    • A pintura barroca – De Josefa de Óbidos a Bento Coelho da Silveira.
    • A escultura devocional em madeira e barro.
    • Importância da arquitetura militar na época da Restauração.
    • Inícios da arquitetura barroca: João Antunes.
    • Chegada a Portugal de artistas estrangeiros no reinado de D. Pedro II.
  • O reinado de D. João V – O triunfo do Barroco:

    • As grandes obras de fundação régia: Menino Deus, Mafra, a Patriarcal e a Capela de S. João Baptista; o Palácio das Necessidades.
    • Importância do mecenato de D. Tomás de Almeida.
    • Arquitetura civil e obras públicas (o Aqueduto): importância dos engenheiros portugueses e de Carlos Mardel.
    • A vinda para Portugal de Nicolau Nasoni e a sua importância no Barroco do Norte.
    • A escultura no período joanino: importações, artistas estrangeiros e a tradição da talha e escultura em madeira.
    • A pintura sob a égide da corte: Duprà e Quillard. Vieira Lusitano e a formação em Roma.
    • Azulejaria joanina: o período dos grandes mestres e a grande produção.
  • A segunda metade do século XVIII – Do rococó ao neoclassicismo:

    • O Norte – a continuidade do barroco nasoniano e a influência do rococó germânico e francês: arquitetura, talha e azulejo.
    • O Terramoto de 1755 e a reconstrução de Lisboa. Os grandes protagonistas: Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel.
    • Arquitetura religiosa em Lisboa no contexto pós-Terramoto.
    • O Palácio de Queluz e a Quinta Real de Caxias.
    • Escultura na 2ª metade do século XVIII: Machado de Castro, escultor, teórico e professor.
    • Os grandes pintores da 2ª metade do século: de Pedro Alexandrino a Vieira Portuense e Domingos Sequeira.
    • Pina Manique e a proteção às artes e ao ensino artístico.
    • O neoclassicismo na arquitetura: o Teatro de S. Carlos e o Palácio da Ajuda.

IV. OS SÉCULOS XIX E XX

Do Romantismo aos anos 60

  • O século XIX.

    • A fundação da Academia de Belas Artes em 1836 e as heranças recebidas.
    • O Romantismo na pintura e escultura – Tomás de Anunciação, Cristino da Silva, Metrass e o visconde de Meneses. Retrato e pintura de paisagem. Vítor Bastos, escultor romântico.
    • Romantismo na arquitetura – os revivalismos históricos.
    • As Conferências do Casino: Eça de Queirós e a defesa da arterealista sob influência de Proudhon.
      • O realismo na pintura de Miguel Ângelo Lupi.
      • A crítica político-social na caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro.
    • O naturalismo de Silva Porto e Marques de Oliveira e a influência da escola de Barbizon. O Grupo do Leão e o sucesso do naturalismo. Da Sociedade Promotora de Belas Artes à Sociedade Nacional de Belas Artes.
    • A abertura da Avenida da Liberdade (1879) e a Lisboa das Avenidas Novas, do ecletismo à Arte Nova.
  • O Século XX:

    • Modernismo, vanguarda e persistência do naturalismo.
    • A exposição dos independentes de 1911 e as primeiras influências de Paris.
    • O grupo do «Orpheu»: Santa-Rita, Amadeo e Almada e as ligações a Fernando Pessoa e Sá Carneiro. Os Délaunay em Portugal.
    • O futurismo em 1917.
    • Os anos 20: os quadros da «Brasileira» e do Bristol Clube. Almada Negreiros em Madrid.
    • O Estado Novo e a Política do Espírito: Salazar e António Ferro:
      • O SPN/SNI e as exposições de Arte Moderna.
      • Outras iniciativas artísticas e culturais do SPN/SNI: o «Panorama»; as representações internacionais; exposições e concursos.
      • Almada Negreiros no novo contexto político.
      • Os modernistas do SPN/SNI: o expressionismo e o decorativismo.
      • A arquitetura e a escultura oficiais.
      • A Exposição do Mundo Português – presenças e significados.
    • A década de 40 e as ruturas com a arte oficial – neo-realismo, surrealismo e abstração.
      • O final da Guerra e a queda das ditaduras em 1945. O MUD e as exposições Gerais de Artes Plásticas na SNBA.
      • Neo-realistas e surrealistas.
      • Os surrealistas abandonam as Gerais e cindem-se em Surrealistas e Os Surrealistas de Lisboa. Continuidade do Surrealismo a partir de 1952.
      • O abstracionismo e os seus principais representantes.

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