Nota de Pesar – João Rocha de Sousa (1938-2021)

Nota de Pesar – João Rocha de Sousa (1938-2021)

João Rocha de Sousa foi pintor, crítico de arte e professor na Escola Superior de Belas-Artes.

Membro correspondente da Academia Nacional de Belas-Artes, da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA) e com uma participação muito ativa nas atividades da Sociedade
Nacional de Belas Artes, de que era associado e amigo há muitos anos.

Expôs no país e no estrangeiro com cerca de vinte exposições individuais. Publicou ensaios em periódicos como o Diário de Lisboa, Colóquio Artes, Seara Nova, Sinal, Artes Plásticas e
ultimamente no Jornal de Letras. Estudos de carácter pedagógico, didático e técnico bem como ensaios monográficos de artistas portugueses seus contemporâneos como Pedro
Chorão, Eduardo Nery ou Dourdil.

No plano literário foi autor dos seguintes livros: “Amnésia” (teatro), “Angola 61: uma Crónica de Guerra,” “A Casa,” “Os Passos Encobertos,” “A Casa Revisitada,” “A Culpa de Deus,” “Belas
Artes e Segredos Conventuais,” “Coincidências Voluntárias,” “Talvez Imagens” e “Gente de Um Inquieto Acontecer,” “Lírica do Desassossego,” “Narrativas da Suprema Ausência” e “Os
Fantasmas de Lisboa.”

Entreligou o teatro e a escrita, o desenho e a pintura, a banda desenhada e o cinema: “Aprendi cedo que dar à vida a sujidade moral, a crise ética, cola-nos a indiferenças perigosas e tantas
guerras e genocídios por baixo de um céu pesado de lixos tóxicos, tudo a tornar-se vago ou por fim tudo contra todos.”

Após o 25 de Abril de 74, planeou a reforma dos cursos de Belas-Artes, após anos de investigação e insistência junto dos diversos governos.

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